Artesanato Pernambucano: o que Comprar e Onde em 2026

Pernambuco tem uma das tradições de artesanato mais variadas do país, e boa parte dela vem do interior: o barro de Caruaru, a xilogravura de Bezerros, a renda de Poção e o bordado de Passira. No Recife e em Olinda, essas peças chegam às lojas e feiras. Este guia explica o que é cada uma e onde comprar. Um aviso para 2026: dois dos principais pontos de venda do Recife estão em obras, e os detalhes estão abaixo.
O que comprar
Bonecos de barro do Alto do Moura
O Alto do Moura, em Caruaru, no Agreste, é o bairro dos bonecos de barro e da tradição do Mestre Vitalino. A Prefeitura de Caruaru o apresenta como o maior centro de artes figurativas da América Latina, título que atribui à UNESCO. A casa onde Vitalino viveu virou museu e foi revitalizada pela Prefeitura em 2021, segundo o Diario de Pernambuco.
Xilogravura e cordel
A xilogravura, gravura feita com matriz de madeira, ilustra os folhetos de cordel, a literatura popular em versos registrada como Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN em 2018. O nome mais conhecido é o de J. Borges, de Bezerros, que morreu em julho de 2024, aos 88 anos. Ele era Patrimônio Vivo de Pernambuco, segundo o Diario de Pernambuco. O Memorial J. Borges, às margens da BR-232, é administrado pela família.
Renda renascença de Poção
A renda renascença foi aprovada como Patrimônio Imaterial de Pernambuco em julho de 2026 e ganhou a Indicação Geográfica do INPI para a “Renda Renascença de Poção”, segundo o Diario de Pernambuco. A técnica chegou a Poção nos anos 1930, aprendida em Olinda com freiras francesas.
Bordado de Passira
Passira, no Agreste, tem o título de Capital Nacional do Bordado Manual, e o bordado da cidade é registrado como Patrimônio Imaterial de Pernambuco, segundo o Movimento Econômico. As peças bordadas à mão são leves para levar na mala.
Barro de Tracunhaém e máscaras de papangu
Tracunhaém, na Zona da Mata Norte, tem tradição de santeiros e de potes e panelas de barro. Em Bezerros, as máscaras de papangu, de papel machê, saem às ruas no Carnaval, e a Casa do Papangu guarda máscaras e registros da tradição, segundo o Diario de Pernambuco.
Onde comprar no Recife
Centro de Artesanato de Pernambuco. O centro, no Armazém 11, ao lado do Marco Zero, está em reforma. Em maio de 2026, o governo do estado anunciou uma obra de R$ 14 milhões e mudou as lojas para o Palazzo Itália, a cerca de 200 metros, segundo o Movimento Econômico. No endereço provisório, a loja abre de segunda a sábado das 9h às 19h e aos domingos e feriados das 9h às 17h. A previsão era concluir a obra até dezembro de 2026, quando o espaço vai se chamar Armazém 11 – Mercado Criativo de Pernambuco.
Casa da Cultura. A antiga Casa de Detenção do Recife, construída em 1855, virou Casa da Cultura em 1976, e as antigas celas abrigam lojas de artesanato. Em setembro de 2025, o espaço estava aberto, com uma reforma por etapas prevista, sem fechamento, segundo o Diario de Pernambuco.
Mercado de São José. O mercado de ferro de 1875 está em restauro desde 2024, com previsão de concluir a etapa do artesanato em 2026 e a obra completa em 2027, segundo o Diario de Pernambuco. Confira o que está aberto antes de ir.
Feira da Rua do Bom Jesus. Aos domingos, a rua só de pedestres do Recife Antigo recebe uma feira de artesanato e comida.
Onde comprar em Olinda
- Rua do Amparo: ateliês e galerias em casarões do Sítio Histórico. O Ateliê Iza do Amparo, no número 159, completou 40 anos, segundo a Folha de Pernambuco.
- Mercado Eufrásio Barbosa: no Varadouro, o antigo mercado foi reaberto como centro cultural, com boxes de artesanato, uma loja do Centro de Artesanato de Pernambuco e o Museu do Mamulengo, segundo a Prefeitura de Olinda.
- Mercado da Ribeira: ao lado dos Quatro Cantos. Em 2026, o Ministério Público Federal passou a investigar o risco no telhado, e a Prefeitura lançou um edital de restauro. Confira se está aberto.
Veja o roteiro a pé por Olinda para encaixar as compras no passeio.
Fenearte: a feira do ano
Em julho, Olinda recebe a Fenearte, a Feira Nacional de Negócios do Artesanato, no Centro de Convenções. Em 2026, a 26ª edição foi de 8 a 19 de julho e reuniu 350 mil visitantes, segundo o Diario de Pernambuco. A edição de 2027 está marcada para 7 a 18 de julho. Quem viaja em julho encontra ali artesãos de todo o estado num só lugar.
Dicas para comprar e levar
- Barro e cerâmica quebram. Peça para embrulhar bem e leve na bagagem de mão, se couber.
- Pergunte quem fez a peça e de onde ela vem.
- Bordados e rendas viajam bem e não ocupam espaço.
Para levar também um doce na mala, veja os doces típicos de Pernambuco.




