Quanto Custa Viajar para Recife em 2026: Preços com Fonte

Orla de Boa Viagem com hotéis e restaurantes ao fundo

Quanto se gasta por dia em Recife depende de três escolhas: onde dormir, como se locomover e quantos passeios pagos entram no roteiro. Em vez de um número médio sem origem, este guia reúne os preços que já foram publicados em 2025 e 2026, cada um com a fonte e a data. Com eles, dá para montar o próprio orçamento. A passagem aérea até a cidade fica de fora.

Os preços mudam, principalmente na alta temporada. Use os valores abaixo como referência e confirme antes de viajar.

Transporte na cidade

O transporte público do Grande Recife ficou mais caro em fevereiro de 2026. Segundo a Folha de Pernambuco, a tarifa do Anel A, a do Bilhete Único, passou de R$ 4,30 para R$ 4,50, e o Anel G ficou em R$ 3,00. A Justiça manteve o reajuste em maio de 2026. O antigo Anel B deixou de existir como tarifa própria e foi incorporado ao Bilhete Único, explicou o Diario de Pernambuco.

No metrô, o bilhete custava R$ 4,25 em fevereiro de 2026, segundo a operação divulgada pela CBTU para o Carnaval. Desde junho de 2025, o bilhete unitário de papel foi substituído pelo Cartão Múltiplo. A primeira via é gratuita, e a segunda custa R$ 2, segundo o Diario de Pernambuco. O metrô tem uma estação ligada ao Aeroporto dos Guararapes, o que torna a chegada à cidade bem barata para quem viaja com pouca bagagem.

Para entender as linhas, os horários e quando vale pegar aplicativo, veja o guia como se locomover em Recife.

Ida a Porto de Galinhas

Porto de Galinhas fica em Ipojuca, a cerca de 50 km do Recife. A opção mais barata é o ônibus do sistema Grande Recife. Em 2026, a linha 191, sem ar-condicionado, custava R$ 15,40, e a linha 195, opcional, R$ 22,50, segundo a mesma matéria da Folha de Pernambuco. As duas fazem o trajeto passando pelo aeroporto.

Lá, o passeio mais procurado é a jangada até as piscinas naturais. O preço é tabelado pela associação dos jangadeiros: em 2025, custava R$ 60 em dinheiro ou Pix e R$ 63 no cartão, por pessoa a partir de 7 anos. Crianças de 4 a 6 anos pagavam R$ 30 (R$ 33 no cartão), e até 3 anos não pagavam, segundo o Melhores Destinos. O passeio depende da maré baixa, então confira a tábua de marés antes de marcar o dia.

Vista do litoral de Recife

Museus e passeios: quanto custa cada um

Atração Inteira Meia Data do preço e fonte
Museu do Homem do Nordeste R$ 6 R$ 3 dez. 2025, Fundaj
Paço do Frevo R$ 10 R$ 5 abr. 2026, Folha PE; grátis às terças
Cais do Sertão R$ 10 R$ 5 início de 2026, Melhores Destinos
Embaixada dos Bonecos Gigantes R$ 30 — fim de 2025, Melhores Destinos
Oficina Brennand R$ 50 R$ 25 início de 2026, Melhores Destinos; R$ 40 e R$ 20 para moradores de PE
Instituto Ricardo Brennand (museus) R$ 60 R$ 30 jan. 2026, Melhores Destinos
Instituto Ricardo Brennand (museus e capela) R$ 80 R$ 40 jan. 2026, mesma fonte
Catamarã no Capibaribe a partir de R$ 90 — início de 2026, Melhores Destinos

Alguns lugares têm dia gratuito. O Paço do Frevo não cobra às terças. A Oficina Brennand também abria de graça às terças, segundo a Folha de Pernambuco em agosto de 2026. A Embaixada dos Bonecos Gigantes fica na Rua do Bom Jesus, no Recife Antigo, e não em Olinda.

Os programas gratuitos ajudam a equilibrar a conta. O Marco Zero e a Rua do Bom Jesus, com feira aos domingos, não cobram nada, e o mesmo vale para a praia de Boa Viagem e para as ladeiras do Sítio Histórico de Olinda.

Comida

Não há uma pesquisa de preços de restaurante só do Recife em 2026, mas dois levantamentos ajudam a ter uma ideia. O Índice Prato Feito, da FAC-SP, apontou em junho de 2026 um prato feito médio de R$ 30 no Nordeste e de R$ 31,90 no país, segundo a Itatiaia. Em 2024, uma refeição completa no Recife, com prato, bebida, sobremesa e café, custava em média R$ 55,13, segundo a pesquisa da ABBT citada pelo Movimento Econômico. Esse valor é de 2024 e deve estar mais alto hoje.

Veja as opções de onde comer em Recife, separadas por bairro, para comparar.

Gastronomia local representando o custo de alimentação

Hospedagem

A hospedagem é o item que mais pesa, e também o que tem menos dados públicos recentes. O último valor de diária média do Recife com fonte é de 2024: R$ 433 no primeiro trimestre, com 73,2% de ocupação, segundo o Movimento Econômico. É uma média dos hotéis pesquisados, por quarto, e não o preço de uma pousada simples.

Em Porto de Galinhas, a diária média por quarto chegou a R$ 1.235 em 2025, quase o dobro de 2019, segundo um levantamento citado pelo Diario de Pernambuco. Nas datas de pico, a procura dispara. No Carnaval de 2026, a ocupação hoteleira do Recife chegou a 97%, e no Réveillon de 2026, Porto de Galinhas teve 96%, segundo a Brasilturis. Quem viaja nessas datas deve reservar com meses de antecedência.

Para escolher o bairro, veja onde se hospedar: Recife Antigo ou Boa Viagem e a lista de hospedagens do guia.

Hospedagem em Recife representando o custo de diária

Um dia de exemplo, sem a hospedagem

Somando só os valores acima, um dia de passeio pelo centro do Recife pode ficar assim, por pessoa:

Item Valor
4 viagens de ônibus no Anel A R$ 18,00
Paço do Frevo e Cais do Sertão (inteira) R$ 20,00
2 refeições no valor do prato feito médio do Nordeste R$ 60,00
Total R$ 98,00

Trocando os museus do centro por uma visita ao Instituto Ricardo Brennand com a capela (R$ 80), o total sobe para R$ 158. Um dia em Porto de Galinhas, com o ônibus 195 de ida e volta (R$ 45) e a jangada (R$ 60), soma R$ 105 antes da comida. São contas feitas com os preços publicados, e não médias de gasto. Água, lanches e aplicativo de transporte entram por conta de cada um.

Como economizar

  • Aproveite as terças. O Paço do Frevo e a Oficina Brennand têm entrada gratuita nesse dia.
  • Use o metrô na chegada. A estação do aeroporto evita o primeiro gasto com táxi ou aplicativo.
  • Vá a Porto de Galinhas de ônibus. As linhas 191 e 195 custam bem menos do que um traslado.
  • Fuja das datas de pico. Carnaval e Réveillon lotam os hotéis, e a diária acompanha a procura.
  • Combine programas gratuitos. Marco Zero, Rua do Bom Jesus, a orla de Boa Viagem e as ladeiras de Olinda não cobram entrada.